O helicóptero envolvido no acidente que matou o cantor Rick e outras quatro pessoas poderá começar a ser retirado da Serra Catarinense. Às 9h02 desta quinta-feira (24), a JTA recebeu do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e da Polícia Civil a liberação para iniciar os procedimentos relacionados à remoção dos destroços.
Isso não significa, porém, que a aeronave será retirada imediatamente. A companhia ainda precisa definir como realizar a operação em uma região de difícil acesso, considerando as condições do terreno e a segurança das equipes.
O planejamento ocorre depois dos trabalhos iniciais realizados pelos investigadores no ponto da queda. Entre os materiais recuperados está o gravador de voz da cabine, conhecido popularmente como caixa-preta, que será analisado durante a investigação.
Caixa-preta pode ajudar investigação sobre queda
O gravador de voz é uma das peças que podem ajudar o Cenipa a reconstruir os momentos anteriores ao acidente. O equipamento registra sons e comunicações na cabine e deverá passar por análise especializada.
A recuperação do dispositivo, no entanto, não significa que a causa da queda já tenha sido identificada. Os dados precisam ser extraídos, avaliados e comparados com outros elementos recolhidos durante a investigação.
O Cenipa também realizou levantamentos nos destroços e reuniu evidências no local antes da liberação da aeronave.
A apuração deverá considerar diferentes fatores relacionados ao voo. Até o momento, não há conclusão oficial sobre o que provocou o acidente.
Terreno vira desafio para remover destroços
Com a liberação, uma nova etapa começa a ser preparada. Segundo a JTA, estão sendo analisadas a viabilidade técnica e a logística necessária para retirar a aeronave.
O ponto onde o helicóptero caiu fica em uma região de terreno acidentado e acesso complicado na Serra Catarinense. Essas condições já representaram um desafio durante as buscas e o resgate.
Agora, a mesma dificuldade precisa ser considerada para movimentar os destroços sem colocar trabalhadores em risco e sem comprometer materiais que eventualmente ainda sejam importantes para as investigações.
A empresa ainda não informou quais equipamentos serão utilizados. Também não há confirmação sobre a necessidade de apoio aéreo para a operação.
“A confirmação, previsão e a forma de retirada serão informadas após a conclusão desse planejamento”, informou a JTA.
Helicóptero foi encontrado após grande operação de buscas
A aeronave havia desaparecido durante um voo entre o Litoral Norte de Santa Catarina e a região de São Joaquim.
Os destroços foram encontrados por volta do meio-dia de terça-feira (22), na localidade de Santa Bárbara, na Serra Catarinense, depois de uma operação iniciada no dia anterior.
O Corpo de Bombeiros Militar mobilizou cerca de 40 profissionais, dois cães de busca, drones com câmeras térmicas e mais de dez viaturas. Outras forças também participaram dos trabalhos.
As cinco pessoas que estavam no helicóptero morreram: Rick, Bruno Avelar, Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.
Investigação continua mesmo após liberação
A retirada dos destroços não encerra o trabalho para descobrir o que aconteceu.
O helicóptero era um Bell 430, matrícula PP-MGR, fabricado em 2001. Informações disponíveis no cadastro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) após o acidente indicavam situação regular da aeronave.
Agora, uma das etapas importantes será justamente a análise das informações coletadas no local e do gravador de voz recuperado.
Não há prazo para a conclusão da investigação. O objetivo do trabalho conduzido pelo Cenipa é identificar fatores que possam ter contribuído para o acidente e produzir informações voltadas à prevenção de novas ocorrências aeronáuticas.
Enquanto essa apuração avança, a JTA prepara o plano para retirar a aeronave da Serra. A data e a maneira como os destroços serão removidos ainda não foram definidas.






