Uma viagem compartilhada com destino a Curitiba terminou em tragédia na BR-277, no Paraná. Três pessoas morreram depois que o carro em que viajavam bateu de frente com um caminhão na madrugada de terça-feira (22), em Fernandes Pinheiro.
O caso ganhou ainda mais repercussão porque, antes da confirmação do acidente, familiares de uma das passageiras passaram horas tentando descobrir onde ela estava. Amanda Marcondes de Oliveira, de 26 anos, havia feito o último contato às 22h23 de segunda-feira (21). Depois disso, deixou de responder.
A colisão ocorreu por volta de 1h25, cerca de três horas depois da última comunicação. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), chovia intensamente no momento do acidente.
Amanda, a motorista Daniele Borges de Souza Lima, de 41 anos, e o passageiro Demetrio Moreno morreram. O caminhoneiro não ficou ferido.
Viagem compartilhada teve último contato às 22h23
Amanda havia saído de Cascavel e retornava para Curitiba, onde morava. Ela fazia o trajeto em uma viagem compartilhada organizada por meio de um aplicativo de caronas.
Às 22h23, a jovem avisou à família que estava passando por Candói, município localizado no trajeto da BR-277. Depois daquela mensagem, os parentes não conseguiram mais falar com ela.
Sem respostas, familiares e amigos começaram a divulgar pedidos de ajuda nas redes sociais. Um boletim de ocorrência por desaparecimento também chegou a ser registrado.
A busca terminou quando a família recebeu a confirmação de que Amanda estava entre as vítimas da colisão.
Viagem compartilhada terminou em colisão durante chuva forte
O acidente aconteceu no km 222 da BR-277, em Fernandes Pinheiro. Informações levantadas após a ocorrência indicam que o automóvel tinha placas de Joinville, em Santa Catarina, enquanto o caminhão era emplacado em Palhoça, também em SC.
Os veículos bateram de frente e os três ocupantes do carro morreram ainda no local.
A forte chuva é uma condição confirmada para o momento da ocorrência. No entanto, não há conclusão de que ela tenha provocado o acidente.
Os primeiros levantamentos indicam que o automóvel teria perdido a trajetória antes de atingir o caminhão. A dinâmica exata ainda depende da investigação e dos trabalhos periciais.
Quem eram as vítimas da viagem compartilhada
Amanda tinha 26 anos, era formada em Turismo e trabalhava como social media. Ela morava em Curitiba e havia ido a Cascavel visitar familiares antes de iniciar a viagem de retorno.
A jovem foi cremada em Ponta Grossa na quarta-feira (23).
Daniele Borges de Souza Lima, de 41 anos, conduzia o automóvel. Ela era professora, natural de Goioerê e morava em Curitiba. Daniele deixou marido e quatro filhos e foi sepultada na capital paranaense.
O terceiro ocupante era Demetrio Moreno. Ele trabalhava como pedreiro, era natural de São Jorge do Oeste e residia em Saudade do Iguaçu. Há divergência nas informações publicadas sobre a idade dele, por isso o dado não é informado nesta matéria.
Viagem compartilhada e acidente são investigados
A Polícia Civil do Paraná investiga as circunstâncias da colisão para determinar o que aconteceu nos instantes anteriores ao impacto.
Além dos levantamentos realizados no local, a investigação poderá considerar as condições da pista, dos veículos e outros elementos necessários para reconstruir a dinâmica do acidente.
Até o momento, não há indicação de que a forma como a viagem foi organizada tenha qualquer relação com a causa da colisão. A informação sobre a viagem compartilhada ajuda a explicar como motorista e passageiros realizavam juntos o trajeto.
O motorista do caminhão saiu ileso. As conclusões sobre as causas e eventuais responsabilidades dependem do avanço da investigação.








