Assassinato de Roseli Stoll completa um mês e corpo ainda não foi encontrado

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Concórdia – Há 30 dias a família de Roseli Stoll vive o drama de estar sem ela e não saber onde está o corpo. Neste domingo, dia 02 de janeiro, o desaparecimento e a morte da concordiense, que tinha 38 anos, completam um mês. O ex-companheiro, que está preso, confessou ter matado ela e também relatou que jogou o corpo, amarrado em uma pedra, no lago da Usina de Itá, no município de Alto Bela Vista.

A angústia da família não deu tréguas. Desde que o ex-companheiro foi preso, na noite do dia 07 de dezembro no RS, e confessou o crime, as buscas pelo corpo da vítima iniciaram no lago em Alto Bela Vista. Bombeiros Militares e o Grupo de Operações, Resgate e Salvamento com Cães, GORSC de Concórdia, trabalharam por 10 dias consecutivos, com embarcações, mergulhadores, equipamentos e cães, mas sem sucesso. Com as buscas profissionais suspensas, a própria família começou a procurar por conta própria. Com auxílio de amigos e com embarcações emprestadas, eles navegam diariamente no lago e vasculham as margens, mas também não encontraram vestígios.

O desaparecimento e a investigação

Roseli desapareceu na noite de quinta-feira, dia 02 de dezembro. O inquérito policial mostrou que no mesmo dia após o trabalho, ela entrou no carro do ex-companheiro na área central de Concórdia e os dois foram até a casa dele. A Polícia Civil também concluiu que o ex-companheiro assassinou a vítima durante a noite, asfixiada com um cinto e que no dia seguinte colocou o corpo no carro e seguiu pela SC-390. Ele foi preso na noite de terça-feira, dia 07, próximo a Antônio Prado, RS. Durante a abordagem até tentou fugir, mas foi pego e confessou que havia matado a ex-companheira em Concórdia. Também contou que jogou o corpo no lago em Alto Bela Vista, amarrado em uma pedra. Ele foi levado ao local duas vezes para mostrar às equipes de buscas, onde deixou Roseli. Cães farejadores também indicaram que o corpo pode estar no local. O motivo do assassinato, segundo a Polícia Civil, foi ciúmes. O casal estava em fase de separação e ela queria ir ao PR, visitar parentes. Isso teria motivado o crime, de acordo com a investigação.

Suspeito denunciado

No dia 16 de dezembro a Polícia concluiu o Inquérito e encaminhou ao Ministério Público, com o indiciamento do suspeito, pelo crime de homicídio triplamente doloso, por motivo torpe, asfixia e ocultação de cadáver. No dia seguinte o MP, através da 2ª Promotoria de Justiça de Concórdia, ofereceu a denúncia, acolhendo o entendimento da Polícia Civil. A Justiça Criminal já recebeu a denúncia do Ministério Público e o ex-companheiro de Roseli Stoll deixou de ser investigado e passou a ser réu. Ele segue preso aguardando procedimentos da Justiça.

Protesto na terça-feira

Os familiares de Roseli Stoll, anunciaram que uma passeata será realizada na terça-feira, dia 04 de janeiro. O objetivo, segundo a família, é chamar a atenção das autoridades, já que o corpo de Roseli ainda não foi encontrado. Eles acreditam que o acusado pelo assassinato mentiu durante as investigações.O cunhado dela, Deonir Pavaron, relatou ao Jornalismo da Aliança FM, que o manifesto vai iniciar na Praça Dogello Gosso às 17h. Familiares e amigos devem fazer uma passeata pela área central do município e pretendem ir até a DIC, Divisão de Investigação Criminal. As informações são da Rádio Aliança.