Acompanhando o processo, a família de Brian voltou ao local enquanto aguarda por notícias. A mãe do jovem, Cristiane Santos, 38 anos, contou à reportagem que o filho estava com o celular dela e que o rastreamento mais recente apontou que o aparelho estava na região da ponte — a informação foi confirmada pela investigação à reportagem.
— Hoje meu sentimento mudou. Sinto mais revolta — desabafou Cristiane.
Os trabalhos seguiram durante a noite e a madrugada, com uso de lanternas para melhorar a visualização às margens do rio. A chuva, que vem e volta no Litoral Norte, também está sendo um desafio, mas não impede o trabalho das equipes, que já estão preparadas para lidar com esse tipo de condição climática.
Conforme levantamento de GZH, pelo menos 18 pessoas foram socorridas no Pronto Atendimento do município e no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, onde um paciente permaneceu internado. Segundo a instituição, ele será liberado ainda nesta manhã, após ficar 24 horas em observação. O hospital não informa nomes ou detalhes sobre os tipos de ferimentos.
Investigação
O Instituto Geral de Perícias (IGP) fez a análise da ponte ainda na segunda-feira e recolheu um cabo de ferro rompido da estrutura, que será avaliado no Centro de Excelência em Perícias Criminais. A Polícia Civil gaúcha também está fazendo investigações.
Conforme o delegado Marcos Vinicius Muniz Veloso, responsável pelo caso, o cabo que teria rompido e ocasionado o acidente está no território gaúcho. No entanto, as autoridades ainda não sabem dizer o que provocou o rompimento. No início do mês, uma embarcação colidiu a estrutura, mas não há confirmação se o caso pode ter relação.
Uma sinalização nas entradas da ponte indicava capacidade máxima de 20 pessoas. A restrição foi superada no momento do acidente, como mostram vídeos divulgados nas redes sociais, em que os pedestres balançam a ponte ao caminhar. (GauchaZH)