O Brasil continua entre os campeões globais dos juros. Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 15% ao ano, o país registra uma taxa real de 9,51% — resultado obtido ao descontar a inflação projetada para os próximos 12 meses.
O dado mantém o Brasil em segundo lugar no ranking mundial de juros reais, atrás apenas da Turquia, que lidera com 12,34% ao ano. A Rússia aparece em terceiro, com 4,79%.

O levantamento, feito pelo economista Jason Vieira para a Lev Intelligence e que considera 40 países, ainda coloca a África do Sul em décimo lugar, com 2,29% de juros reais.
A posição brasileira é explicada pela inflação acima da meta, que pressiona o Banco Central a manter o aperto monetário, mesmo com as críticas de setores produtivos que pedem redução para reaquecer a economia.
Especialistas alertam que os juros elevados encarecem o crédito e reduzem investimentos, afetando o crescimento e o consumo. Enquanto a inflação não ceder de forma consistente, o país deve permanecer no topo do ranking dos juros altos. (Realtime)




