O Brasil voltou a registrar dívida externa líquida positiva após quase duas décadas na condição de credor internacional. Dados do Banco Central (BC) indicam que o endividamento externo do país chegou a US$ 407,1 bilhões, enquanto as reservas internacionais, incluindo créditos brasileiros no exterior, somaram US$ 402 bilhões. A diferença é de US$ 5,1 bilhões, conforme o balanço de junho.
Segundo informações divulgadas pelo Estadão, A mudança encerra um período iniciado em 2007, quando os ativos externos brasileiros superaram as obrigações com o restante do mundo. O resultado chama a atenção porque, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida externa cresceu 27,4%, acima da expansão de 15,8% das reservas internacionais.
Apesar da mudança, economistas ouvidos pelo Estadão/Broadcast e agências de classificação de risco avaliam que o país ainda mantém mecanismos importantes de proteção contra crises externas. A preocupação está na possibilidade de a situação se deteriorar caso o déficit nas transações correntes permaneça elevado e haja redução da entrada de recursos estrangeiros.







