
Aparição de animais peçonhentos cresce no verão – Foto: Reprodução
Santa Catarina – As altas temperaturas e os períodos chuvosos são alguns dos fatores que favorecem a aparição de animais peçonhentos, segundo a Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina). Somente em 2021, Santa Catarina já registrou 5.490 casos de acidentes envolvendo aranhas, serpentes, escorpiões, lagartas, abelhas, entre outros bichos. As informações são do ND+.
Durante o período mais quente e mais chuvoso do ano cresce o número de acidentes por animais peçonhentos, tanto em áreas urbanas quanto rurais. De acordo com a Dive, isso ocorre porque o aumento da temperatura favorece a reprodução destes animais.
Já nas regiões onde há enchentes, o potencial de acidentes é ainda maior, pois os animais são obrigados a deixar seu habitat em busca de um novo local, buscando refúgio dentro das casas.
“No verão as pessoas fazem mais atividades ao ar livre, como ir à praia e fazer trilhas, aproveitam também para realizar a limpeza de habitações, quintais e terrenos”, explica Alexandra Pereira, médica veterinária da Vigilância. “E isso coincide com o período em que há deslocamento dos animais peçonhentos para alimentação e reprodução”, acrescenta Pereira.
Ataques de animais peçonhentos em 2020
Em 2020, foram notificados 6.582 acidentes por animais peçonhentos em Santa Catarina. A maioria das ocorrências foi por aranhas, com 4.404 notificações. Em seguida, os casos mais registrados foram de abelhas, com 697; serpentes, com 696; escorpiões, com 339; e lagartas, com 218 notificações.
Ataques de animais peçonhentos em 2021
Já em 2021, até a primeira quinzena de dezembro, foram registrados 5.490 acidentes. A maioria das ocorrências foram por aranhas, com 3.644 notificações, seguido por serpentes, com 573, abelhas, 501, escorpiões, com 290, e lagartas, com 244 notificações.
Entre dezembro de 2020 a março de 2021, – período mais quente, foram notificados 2.880 acidentes por animais peçonhentos, o que representa mais de 40% do total de notificações do ano de 2021.
Saiba como evitar acidentes com animais peçonhentos – Foto: Pixabay/Reprodução
Como evitar acidentes com animais peçonhentos
- Usar botas: isto evita até 80% dos acidentes durante o corte de vegetação, por exemplo, pois as cobras picam do joelho para baixo. Porém, antes de calçar as botas, verifique se não há aranhas, escorpiões ou outros animais peçonhentos na parte interna;
- Proteger as mãos: não coloque as mãos em frestas, tocas, cupinzeiros, ocos de troncos, etc. Use um pedaço de madeira para verificar se não há animais nesses locais;
- Acabar com os ratos: a maioria das cobras alimenta-se de roedores. Por isso, mantenha sempre limpos os terrenos, quintais e plantações e evite atrair esses predadores;
- Conservar o meio ambiente: os desmatamentos e queimadas, além de destruírem a natureza, provocam mudanças de hábitos dos animais, que se refugiam em celeiros ou mesmo dentro de casas;
- Evite matar os animais, pois eles contribuem para o equilíbrio ecológico.
O que fazer em caso de acidentes
- Manter a vítima calma e deitada;
- Tentar manter a área afetada no mesmo nível do coração ou, se possível, abaixo dele;
- Evitar que a vítima se movimente para não favorecer a absorção do veneno;
- Localizar a marca da mordedura e limpar o local com água e sabão; cobrir com um pano limpo;
- Remover anéis, pulseiras e outros objetos que possam garrotear (apertar a circulação), em caso de inchaço do membro afetado;
- Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo para receber o tratamento necessário;
- Se possível, levar uma foto do animal ou apresentar o máximo de características possíveis para que ele seja identificado e para que a vítima receba o soro específico.
O que não fazer em casos de acidentes
- Não fazer torniquete – isso impede a circulação do sangue e pode causar gangrena ou necrose local;
- Não cortar o local da ferida, para fazer ‘sangria’;
- Não aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida, pois poderá provocar infecção.