Em apenas 10 dias, SC registra quatro feminicídios brutais em 2026

Segurança

Em apenas dez dias, quatro mulheres foram assassinadas em crimes classificados como feminicídio.

Em todas as ocorrências, os suspeitos mantinham algum vínculo com as vítimas.

O total de mortes já supera os registros de janeiro de 2025 inteiro, quando três casos foram contabilizados pelo Observatório de Violência contra a Mulher em Santa Catarina (OVM-SC).

O primeiro crime ocorreu em São João Batista, na Grande Florianópolis, ainda nas primeiras horas do Ano-Novo. Stephanny Cassiana da Silva, de 40 anos, foi morta a facadas ao tentar defender uma amiga que sofria agressões do companheiro.

O suspeito fugiu e não havia sido localizado até a última atualização do caso.

Em Chapecó, Marivane Fátima Sampaio, de 25 anos, morreu após ser espancada pelo ex-companheiro, que não aceitava o fim do relacionamento.

Ela havia registrado boletins de ocorrência e solicitado medidas protetivas. O agressor foi encontrado pela polícia e morreu após tentar tirar a própria vida.

Já no município de União do Oeste, a professora Juvilete Kviatkoski, de 37 anos, e sua filha, Mariana Vitória Cuochinski, de 15, foram assassinadas dentro de casa.

O principal suspeito era o marido de Juvilete e pai da adolescente, que reagiu à abordagem policial e acabou morto. A cidade decretou luto oficial de três dias.

Os casos reforçam um cenário preocupante.

Em 2025, Santa Catarina registrou aumento no número de julgamentos de feminicídio e concedeu milhares de medidas protetivas. Dados oficiais apontam dezenas de mortes ao longo do ano, enquanto levantamentos nacionais colocam o estado entre os que mais registraram feminicídios no país.