O Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais) confirmou nesta quinta-feira (16) que o Brasil passa por uma invasão de estorninho. Ave considerada agressiva e voraz, já foi encontrada em ao menos cinco cidades gaúchas na fronteira com o Uruguai.
De acordo o Instituto Hórus de Desenvolvimento e Conservação Ambiental (ONG com enfoque em manejo e gestão de invasões biológicas), até o momento, o estorninho foi registrado nas cidades gaúchas de Aceguá, Bagé, Chuí, Lavras do Sul e Santa Vitória do Palmar. A ocorrência da espécie é principalmente em áreas abertas e campos úmidos.
O estorninho preocupa por concorrer com pássaros nativos dos habitats em que se desenvolve, colocando espécies locais em risco. Apesar de comerem de tudo, os bandos preferem ficar próximos a fazendas, onde devastam plantações e transmitem doenças. Além de serem considerados uma praga, os estorninhos têm características curiosas, como a capacidade de imitarem sons complexos, inclusive a fala humana.
De acordo com a agência britânica de notícias BBC, a ave chegou até a América por culpa de um farmacêutico alemão chamado Eugene Schieffelin, em 1890. Apaixonado por teatro e principalmente pelas obras do dramaturgo inglês William Shakespeare, o imigrante achou que seria uma boa ideia soltar 60 exemplares da ave em Nova York. Sem saber, o homem acabou modificando para sempre a ecologia dos Estados Unidos, que desde então conta com problemas envolvendo o pássaro.
Apesar disso, o farmacêutico não causou esse problema por ter más intenções. Eugene Schieffelin era membro da American Acclimatization Society, que tinha como objetivo apresentar plantas e pássaros da Europa para criar conforto e familiaridade para os imigrantes da América.





