Fuzis apreendidos em operação do GAECO são doados a órgãos de segurança do Estado

Segurança

Dois fuzis apreendidos durante operação do GAECO que desarticulou organização criminosa especializada na modalidade “novo cangaço” foram doados à Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Rio do Sul e à Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE), unidades da Polícia Civil de Santa Catarina. A entrega foi formalizada na tarde desta quarta-feira (6/4), na sede do Grupo Regional de Blumenau do GAECO, o  Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas.

A DIC recebeu um fuzil cal. 5.56mm, M4A2 plataforma AR-15, com 3 carregadores de mesmo calibre e a CORE um fuzil plataforma AR-10, calibre 7.62mm, com 4 carregadores de mesmo calibre. Essas foram as últimas doações realizadas por determinação judicial em Ação Penal proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina.  O 10º Batalhão de Polícia Militar de Blumenau, o BOPE, a DIC de Blumenau já receberam  automóveis e armas de fogo também  apreendidos durante a operação.

As doações foram determinadas pelo Juízo da 2ª Vara Criminal da Comarca de Ituporanga na Ação Penal nº 5001174-10.2020.8.24.0035, que foi deflagrada pela 3ª Promotoria de Justiça de Ituporanga em decorrência de investigação realizada com o auxílio do GAECO – Grupo Regional de Blumenau, objetivando identificar integrantes de organização criminosa especializada no cometimento de roubos a estabelecimentos bancários e ônibus interestaduais, na modalidade conhecida como “novo cangaço”, em Santa Catarina e no Paraná.

Em março de 2020, depois de concluída a primeira etapa da investigação, foi deflagrada operação que contou com a participação dos integrantes da referida Força Tarefa e também com Policiais do Núcleo de Operações Especiais da Polícia Rodoviária Federal, Policiais Militares do Batalhão de Operações Especiais – BOPE, da Agência de Inteligência de Blumenau e do Batalhão de Indaial, além de Policiais Civis da DIC de Blumenau, oportunidade em que foram presos 3 suspeitos, sendo um quarto morto em confronto com a Polícia, bem como apreendidas diversas armas de fogo, dentre fuzis, pistolas e revólveres, além de coletes balísticos, rádios, celulares, munições, 4 veículos e mais de R$ 90 mil em espécie.

Tal ação penal resultou na condenação, ainda não definitiva, de 4 integrantes dessa organização criminosa pela prática de crimes de roubo, porte de arma, organização criminosa, dentre outros delitos, cujas penas, somadas, resultaram em mais de 160 anos de reclusão, no regime fechado.

O ato de entrega dos dois fuzis contou com a participação do Coordenador e dos integrantes do GAECO – Grupo Regional de Blumenau, do Delegado de Polícia titular da CORE e do Delegado de Polícia da DPCAMI de Rio do Sul, representando a DIC e a Delegacia Regional de Rio do Sul, além de policiais civis das duas unidades policiais.

Integrantes de facção são condenados em Blumenau por dois homicídios causados por má pontaria

Dois dos quatro integrantes de uma facção criminosa acusados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por um duplo homicídio foram condenados em sessão do Tribunal do Júri realizada nesta quarta-feira (6/4), em Blumenau. Gabriel Sancler Soares e Thiago de Souza Santana receberam penas de, respectivamente, 37 anos e 3 meses, e 32 anos e 6 meses de prisão. Os outros dois réus têm o julgamento marcado para o dia 4 de maio deste ano.

Os crimes foram cometidos no dia 30 de novembro de 2019, quando os quatro acusados resolveram matar um desafeto – com quem já haviam brigado em outras ocasiões – que suspeitavam pertencer a uma facção rival.

Os quatro foram, de carro, ao bar onde a pretensa vítima estaria. Thiago primeiro ficou com o motorista no carro, de quem recebeu a arma, enquanto Gabriel e o outro comparsa foram até a entrada do bar para confirmar a presença do alvo.

Os dois retornaram ao carro e então Thiago desceu e, de fora do bar, disparou três tiros na direção da vítima. Porém, errou os três tiros e acertou em outras duas pessoas que estavam no local, causando os ferimentos que causaram a morte das duas.

A Promotora de Justiça Andréa Gevaerd, que representou o MPSC perante o Tribunal do Júri, sustentou que os réus cometeram dois homicídios qualificados por motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, bem como o crime de organização criminosa qualificada

O Conselho de sentença acolheu a tese do Ministério Público e condenou os dois acusados que, presos preventivamente desde a fase investigatória, não poderão recorrer da sentença em liberdade.

Cinco integrantes de facção criminosa denunciados pelo MPSC são condenados por homicídio e duas tentativas de homicídio em Canoinhas

Cinco integrantes de uma facção criminosa que atuavam em Canoinhas foram condenados pelo Tribunal do Júri daquela comarca, nessa terça-feira (5/4) por matarem o dono de um bar e tentarem matar a esposa dele e o filho dela, motivados por uma disputa pelo comando do crime local. Os jurados que formaram o Conselho de Sentença atenderam integralmente ao que o Ministério Público requereu na ação penal pública e consideraram os réus culpados por três homicídios qualificados (um consumado e duas tentativas) e participação em organização criminosa.

Ao final do julgamento e após a condenação dos réus, as penas foram definidas assim: 67 anos, cinco meses, e 20 dias de reclusão para Gracindo Farias Neto; 58 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão para Andrei Alves Godoi; 55 anos, oito meses e 20 dias de reclusão para Jeferson José Miranda; 47 anos, quatro meses e oito dias de reclusão para Igor Gabriel Conceição Schimidt; e 35 anos, 11 meses e 20 dias de reclusão para Danilo Henrique dos Santos. Todas as penas deverão ser cumpridas em regime inicial fechado.

Nenhum dos réus poderá recorrer da condenação em liberdade e todos já estão presos.

Atuou no Tribunal do Júri pelo Ministério Público a Promotora de Justiça Ana Carolina Ceriotti. Presidiu a sessão o Juiz de Direito Eduardo Veiga Vidal.

Como foram os crimes

Conforme comprovaram as investigações e de acordo com a denúncia da 4ª Promotoria de Justiça de Canoinhas, os crimes ocorreram no dia 29 de agosto de 2020, por volta das 19 horas, no “Bar do Tonhão”, na localidade da Água Verde. Naquela noite, Antônio Pereira, o dono do bar, e a mulher dele, Maria Ferraz de Lima, foram atacados e atingidos por disparos de armas de fogo quando defendiam Martim Ricardo Kutas – filho dela e enteado de Pereira, o alvo principal do grupo – que estava no andar superior do imóvel e só não foi executado devido à intervenção do casal.

Pereira morreu no local, atingido por seis disparos, e Maria Ferraz ficou ferida, mas sobreviveu.

Entre as circunstâncias qualificadoras do homicídio e da tentativa de homicídio praticados contra o dono do bar e a esposa dele estão o motivo torpe, o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e o fato de que esses crimes foram cometidos para assegurar a execução de outro, já que o grupo atacou Pereira e Maria para chegar até Martim, na intenção de matá-lo. Para os réus, Martim era simpatizante de uma facção rival no tráfico de drogas e um obstáculo aos negócios deles na área.