Jovem flagrado dirigindo alcoolizado está detido em Joaçaba; em 2014 ele atropelou duas crianças em Capinzal

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Capinzal – Permanece recolhido ao presídio regional de Joaçaba o jovem Alison Patrick Danieleski. Ele foi preso na noite do último sábado (08) no Parque de Exposições Domingos Pellizzaro, em Engenho Novo, interior de Capinzal. Segundo a Polícia Militar, o jovem teria efetuado manobras perigosas com um veículo Gol com placas de Guabiruba/SC em um ponto de grande concentração de público. Um policial militar que acompanhava a realização de um rodeio no local deteve o condutor até a chegada de uma guarnição.

Os policiais realizaram o teste de alcoolemia no jovem que resultou em 0, 86 mg/l, valor considerado 0,79 mg/l. O veículo foi apreendido e o condutor levado à Delegacia de Polícia de Joaçaba. No momento em que os policiais colocaram o jovem na viatura os participantes do evento aplaudiram a PM. De acordo com a delegada Fernanda da Silva foi negado o pagamento de fiança e o jovem foi recolhido ao presídio de Joaçaba.

Danieleski já responde a processo por crimes de trânsito. Em 17 de outubro de 2014, por volta das 17h45min, o jovem conduzia motocicleta Honda Falcon placa de Capinzal que atropelou e matou duas crianças no Acesso Cidade Alta em Capinzal. Os irmãos Isabelli Cristine Lopes de Oliveira Ribeiro, 3 anos, e Thiago Gabriel Lopes de Oliveira Ribeiro, 5 anos, atravessavam a rodovia de mãos dadas com o avô Alvadi Lopes de Oliveira quando foram atingidas pela motocicleta pilotada por Danieleski, então com 19 anos.

Uma das crianças teve morte instantânea. A outra foi levada à emergência do Hospital Nossa Senhora das Dores pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. Segundo populares a menina foi arremessada a cerca de 20 metros enquanto o irmão dela foi arrastado pela moto e parou a aproximadamente 40 metros do impacto.

Pouco tempo depois da tragédia, Danieleski teve a carteira de habilitação recolhida. A medida de suspensão cautelar do direito de dirigir foi recorrida pela defesa dele e o Tribunal de Justiça de Santa Catarina revogou a decisão, determinando a devolução do documento. A defesa também questiona o suposto excesso de velocidade, e argumenta que o réu era primário e possuía bons antecedentes.

De acordo com o Ministério Público, o indiciado teria agido imprudentemente em razão da excessiva velocidade e por supostamente trafegar em zigue-zague em local de grande movimentação de pessoas e veículos.

“O fato praticado pelo indiciado se revela de extrema gravidade, visto que ele causou a morte de duas crianças inocentes, que atravessavam a via pública de mãos dadas com o avô. A perícia realizada demonstra que o indiciado trafegava em velocidade muito superior àquela permitida para o local”, aponta trecho de manifestação da Promotoria de Justiça.