Está marcado para o dia 10 de setembro de 2026 o julgamento pelo Tribunal do Júri do caso envolvendo a morte da advogada Karize Ana Fagundes Lemos, em Caçador, no Oeste de Santa Catarina. A sessão terá início às 7h30, no Salão do Júri do Fórum da comarca.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime ocorreu entre os dias 28 e 29 de setembro de 2024, na residência onde Karize e o acusado moravam.
Segundo a acusação, o homem teria utilizado uma corda de sisal para asfixiar a advogada. Conforme o Ministério Público, o crime teria sido motivado por ciúmes, sentimento de posse e pela tentativa de controlar a companheira.
A denúncia aponta ainda que Karize se recuperava de um procedimento cirúrgico e apresentava limitações físicas no momento dos fatos, o que teria reduzido sua capacidade de defesa.
O caso foi denunciado como feminicídio, com qualificadoras relacionadas ao motivo do crime, ao emprego de asfixia e ao uso de recurso que teria dificultado a defesa da vítima.
Corpo foi encontrado mais de um mês depois
Após a morte, conforme a investigação, o acusado teria levado o corpo de Karize para uma área de mata nas proximidades de Palmas, no Paraná.
Os restos mortais da advogada foram encontrados em 8 de novembro de 2024, mais de um mês após o desaparecimento. O corpo estava enrolado em um cobertor.
Durante a investigação, a Polícia Civil utilizou informações obtidas a partir de dispositivos eletrônicos apreendidos. Dados de geolocalização, mensagens, áudios e imagens auxiliaram na reconstrução dos passos do suspeito e na localização do corpo.
Acusado foi preso no Paraná
O acusado foi preso em flagrante em Guaíra, no Paraná. Segundo a investigação, ele estava com objetos pertencentes à advogada no momento da abordagem.
Ao longo do inquérito, a Polícia Civil reuniu elementos técnicos, periciais e digitais que, posteriormente, embasaram a denúncia apresentada pelo Ministério Público.
Público terá acesso ao julgamento
Devido à limitação de espaço no Salão do Júri, parte dos assentos será reservada aos familiares da vítima e do réu. As demais vagas serão destinadas ao público e à imprensa, conforme a capacidade do ambiente.
Para o público em geral, serão distribuídas senhas por ordem de chegada.
Na entrada do Fórum haverá detector de metais, e os equipamentos utilizados pelos profissionais de imprensa deverão ser apresentados para inspeção.
O acesso dos jornalistas ao Salão do Júri ocorrerá após a dispensa dos jurados que não forem sorteados, respeitando o limite de ocupação do espaço.
O julgamento não tem horário previsto para terminar, mas a expectativa é de que a sessão seja concluída ainda no dia 10 de setembro.




