Capinzal – O Ministério Público deverá se manifestar nas próximas horas em relação ao pedido de liberdade provisória para dois acusados de homicídio na área central de Capinzal. O requerimento protocolado pelo advogado Ernani Grossklags pede que a Justiça liberte Marcelo Mauri de Mattos e Fernando Silva Teixeira.
Ambos foram acusados, juntamente com o réu Ian Miguel da Silva de Souza pela morte de Cidy Amaral da Costa, 26 anos. A vítima foi encontrada morta na tarde do dia 27 de junho do ano passado em uma casa na Rua Nereu Ramos, centro de Capinzal.
No despacho o juiz Daniel Radünz informou que decorreu o prazo para recurso de Mattos e Teixeira, sem que a contestação fosse apresentada, ou seja, eles serão submetidos a júri popular, diferentemente do réu Ian Miguel da Silva de Souza que recorreu da sentença de pronúncia ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
O magistrado ainda solicitou manifestação do Ministério Público quanto ao pedido de revogação da prisão preventiva de Marcelo e Fernando e desmembrou o processo a fim de não prolongar a prisão preventiva dos demais acusados.
Entenda
Marcelo Mauri de Mattos, Fernando Silva Teixeira e Ian Miguel da Silva foram pronunciados pelo juiz Daniel Radünz no dia 21 de fevereiro para serem julgados pelo tribunal popular do júri. Marcelo Mauri de Mattos, Fernando Silva Teixeira e Ian Miguel da Silva de Souza respondem a processo pela morte de Cidy Amaral da Costa, 26 anos. A vítima foi encontrada morta na tarde do dia 27 de junho do ano passado em uma casa na Rua Nereu Ramos, centro de Capinzal.
Conforme a denúncia do Ministério Público o homicídio teria ocorrido porque a vítima teria furtado algumas pedras de crack e uma quantia em dinheiro de Fernando Teixeira. Conforme consta no processo, Fernando teria oferecido duas pedras de crack ao adolescente para atrair Cidy ao local do crime. Marcelo, armado com uma barra de ferro desferiu um golpe pelas costas contra a cabeça da vítima que caiu no chão. Em seguida Ian, Marcelo e Fernando teriam desferido diversos chutes, socos e pontapés na vítima. Posteriormente,
Fernando teria desferido vários golpes com a barra de ferro. Por fim, Marcelo, de posse de uma faca ainda teria golpeado Cidy no tórax. As agressões físicas teriam continuado até que a vítima não resistiu.
O trio está preso desde o dia 28 de junho no presídio regional de Joaçaba. Um adolescente foi apreendido no dia 5 de julho. Cidy Amaral da Costa era do Rio de Janeiro. Segundo familiares ele estava há cerca de três meses em Capinzal. O homem estaria morto há mais de três dias no local onde foi encontrado.
Os suspeitos teriam atraído a vítima através do oferecimento de droga, executado Cidy Amaral da Costa e deixado o local, retornando mais tarde para limpar a cena do crime. Como não houve recurso da sentença de pronúncia por parte de Marcelo Mauri de Mattos e Fernando Silva Teixeira, ambos automaticamente serão submetidos a júri popular em data a ser definida pelo magistrado que também desmembrou o processo para dar agilidade ao trâmite. Quanto ao réu Ian Miguel da Silva, que apelou da sentença de pronúncia, o recurso será apreciado pelo TJSC.




