Nos últimos meses, o ex-presidente só viajou pelo Brasil para fazer política. Agora, um tanto empurrado pela oscilação positiva de Jair Bolsonaro nas pesquisas, resolveu que é chegado o momento de “falar para o povo”.
Lideranças do PT, sobretudo a presidente da sigla, Gleisi Hoffmann, estão convencidas de que o ex-presidente enfrentará uma eleição de “alto risco” e têm na preocupação com a sua segurança física uma obsessão.
Por causa disso, o partido deliberou que as próximas viagens de Lula se darão em “terreno controlado”, nas palavras de um integrante da cúpula envolvido na pré-campanha.
Isso significa que Lula não deverá se expor em praças públicas ou sair em carreatas pelas ruas.
Irá “falar ao povo” apenas em espaços considerados seguros e “esquadrinháveis” pela sua equipe de segurança, como salões e sedes de entidades.
Eventuais encontros ao ar livre ocorrerão unicamente em territórios “não hostis”, como acampamentos do MST no interior dos estados, por exemplo.
A cúpula do PT acabou por deixar em segundo plano o “corpo-a-corpo” com a população, o que abriu espaço para que Bolsonaro ganhasse terreno, sobretudo no Nordeste. As informações são do UOL.



