Lula exalta ‘legado’ e prega conciliação; Alckmin reforça apoio em fala pelo telão

Política

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pregou o resgate da soberania nacional, defendeu a Petrobrás e repisou falas em prol da criação de empregos e do combate à fome ao lançar sábado (07) sua pré-candidatura à Presidência da República em chapa com Geraldo Alckmin (PSB) de vice.

“Queremos unir os democratas de todas as origens”, disse Lula. O discurso escolheu temas como inflação, miséria e desemprego.

Foram ao menos 29 menções à ideia de soberania, com a observação de que ela não se limita à defesa do território e de fronteiras, mas abarca também áreas como infraestrutura e alimentação.

Em aceno a eleitores evangélicos, disse que “não é digno do título o governante incapaz de verter uma única lágrima diante de seres humanos revirando lixo em busca de comida, ou dos mais de 660 mil brasileiros e brasileiras mortos pela covid. Pode até se dizer cristão, mas não tem amor ao próximo”.

“Para sair da crise, crescer e se desenvolver, o Brasil precisa voltar a ser um país normal. A normalidade democrática está consagrada na Constituição. É imperioso que cada um volte a tratar dos assuntos de sua competência”, acrescentou, sobre harmonia entre os Poderes.

Ressentimento

“Fui vítima de uma das maiores perseguições políticas e jurídicas da história deste país. Mas não esperem de mim ressentimentos, mágoas ou desejos de vingança”, disse Lula em alusão às condenações que sofreu na Operação Lava Jato, hoje anuladas, e ao período na prisão.

O petista também falou em defesa do ambiente e da Amazônia, com a transição para um novo modelo de desenvolvimento sustentável, da distribuição de renda, dos investimentos em educação, saneamento e moradia, da retomada do consumo e do reconhecimento da cultura como setor importante.

Alckmin

“Nada, nenhuma divergência do presente, nem as disputas de ontem, nem as eventuais discordâncias de hoje ou de amanhã, nada, absolutamente nada, servirá de razão, desculpa ou pretexto para que eu deixe de apoiar ou defender, com toda a minha convicção, a volta de Lula à Presidência do Brasil”, afirmou Alckmin, logo de início, em telão, porque estava com sintomas leves de covid.