Erval Velho – Uma denúncia de supostos maus-tratos foi registrada em boletim de ocorrência na delegacia de polícia de Erval Velho. Conforme as informações, um menino de 3 anos estaria sendo vítima de agressões no CEI Tia Mercedes. Em contato com a reportagem, a mãe – que terá o nome preservado por envolver menor de idade – relata que, há alguns dias, percebeu que o comportamento do filho mudou.
Ela conta que o menino passou a ficar agressivo e recusando-se em ir à creche, há cerca de um mês. Intrigada com a situação, ela diz que sempre mantem contato com a creche do filho para saber sobre o andamento das atividades dele.
“Durante uma reunião solicitada para responsável pelo setor de educação infantil uma estagiária, que trabalha com uma das professoras, teria revelado as supostas agressões ao menino”, detalha.
Em contato com a reportagem na manhã desta quarta-feira (12), a secretária municipal de Educação de Erval Velho, Simara Vettori, informou que assim que os relatos das supostas agressões chegaram até a secretaria, imediatamente tomou providências.
“De imediato reunimos a direção da Unidade Escolar, diretora de ensino e a professora para uma conversa onde lavramos ata e encaminhamos toda a documentação para a procuradoria municipal solicitando abertura de processo administrativo para que o relato dos fatos fosse investigado”, pontua.
A secretária explica que todos os órgãos responsáveis estão trabalhando para que os fatos relatados sejam investigados e esclarecidos, entre eles, Ministério Público, Polícia Civil, Conselho Tutelar e a Administração Municipal.
A secretária reitera que a professora está em férias até sexta-feira e, na próxima semana, inicia o recesso escolar.
Vettori afirma que a comissão do processo administrativo está trabalhando em regime de urgência para que a essa situação seja esclarecida o quanto antes. Segundo a secretária, a professora denunciada, nega os fatos relatados.
A secretaria também apura a eventual responsabilidade da direção do estabelecimento de ensino. Por fim, a mãe informa que o filho está em casa. “Como que vou confiar em mandar para a creche?. Não sabemos ainda como vamos fazer”, encerra.


