Primeira morte por febre do Nilo em SC acende alerta

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Santa Catarina registrou a primeira morte por febre do Nilo Ocidental da história do estado. A vítima era uma mulher de 77 anos, que morreu em 8 de agosto, em Imbituba, no Sul catarinense. A Secretaria de Estado da Saúde confirmou o óbito na tarde desta segunda-feira (24). Além disso, um homem de 56 anos, morador de Caçador, contraiu a doença, mas se recuperou e recebeu alta.

Os dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas. Agora, a vigilância epidemiológica investiga os casos para identificar com precisão os possíveis locais de infecção e entender a relação entre a circulação do vírus e os registros em Santa Catarina.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, mortes provocadas pela febre do Nilo Ocidental são raras. Enquanto a mulher de 77 anos morreu em Imbituba, o paciente de 56 anos conseguiu se recuperar após receber atendimento médico.

O superintendente de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Fábio Gaudenzi, informou que os dois episódios representam os primeiros registros da doença na história do estado. Por isso, as equipes de saúde continuam a investigação epidemiológica para mapear os locais mais prováveis de infecção.

São Paulo confirma primeiros casos

Enquanto Santa Catarina investiga seus primeiros registros, São Paulo também confirmou os dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental da história do estado.

Os casos envolvem uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, e uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto. A primeira relatou uma viagem recente à região amazônica e já se recuperou. Já a segunda permanece internada e recebe cuidados médicos.

O Centro de Vigilância Epidemiológica Prof. Alexandre Vranjac (CVE-SP), ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, confirmou os dois casos.

“A confirmação dos dois primeiros casos humanos de febre do Nilo Ocidental no estado reforça a importância da vigilância epidemiológica e do acompanhamento permanente da situação”, afirmou a diretora do CVE-SP, Tatiana Lang D’Agostini.

Segundo ela, as equipes municipais e estaduais continuam investigando os casos para identificar o provável local de infecção e orientar as medidas de prevenção.

Brasil tem quatro casos confirmados em 2026

Com os registros em Santa Catarina e São Paulo, o Brasil soma quatro casos confirmados de febre do Nilo Ocidental em 2026, conforme o Ministério da Saúde. O país também registra um caso provável no Piauí.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde mantém a vigilância epidemiológica e laboratorial para identificar novos casos e possíveis áreas de transmissão do vírus.

Mosquito transmite a febre do Nilo Ocidental

A febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex, conhecido popularmente como pernilongo.

Na maioria das pessoas, a infecção não provoca sintomas. No entanto, cerca de 20% dos infectados podem apresentar manifestações clínicas, geralmente leves.

Entre os principais sintomas estão febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor muscular, dor nos olhos, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos, conhecidos como ínguas.

Por outro lado, alguns pacientes podem desenvolver quadros mais graves, com confusão mental, alteração do nível de consciência, tremores ou convulsões. Nessas situações, a doença também pode evoluir para encefalite ou meningite, o que exige avaliação médica imediata e, quando necessário, internação hospitalar.

Não há vacina contra a doença

Atualmente, não existe vacina nem tratamento antiviral específico para humanos contra a febre do Nilo Ocidental.

Nos casos leves, os profissionais de saúde tratam os sintomas e recomendam repouso, hidratação e acompanhamento médico. Já nos quadros graves, o paciente pode precisar de internação hospitalar e atendimento em UTI, além de hidratação pela veia, suporte respiratório e outros cuidados para controlar possíveis complicações.

Além disso, os médicos fazem o diagnóstico a partir da avaliação dos sintomas e de exames laboratoriais. O histórico de exposição do paciente a áreas com presença dos mosquitos transmissores também ajuda na investigação.

Como prevenir a febre do Nilo Ocidental

A principal forma de prevenção é reduzir a exposição aos mosquitos e evitar locais que favoreçam sua reprodução. Para isso, as autoridades de saúde recomendam o uso de repelentes, a instalação de telas em janelas e a eliminação de recipientes ou áreas com água parada.

Com a primeira morte confirmada em Santa Catarina e os primeiros casos humanos registrados em São Paulo, as autoridades de saúde mantêm o monitoramento da circulação do vírus e a investigação de possíveis áreas de transmissão.

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