A Secretaria de Estado da Saúde (SES) de Santa Catarina divulgou na última semana, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), uma nota de alerta aos municípios catarinenses sobre o perfil dos óbitos por dengue no estado.
Desde o início do ano até agora, foram registrados 1.072 casos de dengue que apresentaram sinais de alarme e 74 casos apresentaram sinais de dengue grave.
Já em relação aos óbitos, foram notificados 98, sendo que 66 foram confirmados, 10 foram descartados e 22 permanecem em investigação.
“Esse número de óbitos confirmado é superior às ocorrências registradas em anos anteriores. Sendo que no ano de 2016 ocorreram dois óbitos, e no ano de 2021, foram registrados sete óbitos”, alerta João Augusto Brancher Fuck, diretor da Dive em Santa Catarina.
Conforme a análise, dos 66 óbitos confirmados por dengue no estado até o momento, 48 deles (72,7%) ocorreram em pessoas com 60 anos ou mais de idade, sendo que 17 casos (25,8%) tinham de 80 a 89 anos.
De acordo com a SES, considerando a vulnerabilidade da faixa etária, é necessário estabelecer estratégias para a adequada classificação de risco, com o monitoramento e manejo clínico adequado.
Conforme o diretor, diante do cenário, é fundamental que todos os municípios intensifiquem as ações para garantir o atendimento oportuno dos casos suspeitos, promovendo tratamento adequado, evitando assim, a ocorrência de mais casos graves e mortes pela doença.
“Salientamos mais uma vez para a população: ao apresentar sinais e sintomas, é necessário procurar um serviço de saúde para ser avaliado e orientado”, destaca o diretor.


