Capinzal – Após ter negado o pedido de liminar, agora a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negou em julgamento de mérito o habeas corpus em favor de Juliane Aparecida Forquezatto, 31 anos, acusada de tráfico de drogas e associação para o tráfico em Capinzal.
A defesa alegava que Juliane sofre constrangimento ilegal com a prisão preventiva e que ela precisa cuidar da filha de cinco anos de idade. Conforme a defesa, a ausência da mãe pela prisão prejudica o desenvolvimento da criança e que é imprescindível a adoção de medidas cautelares em substituição ao cárcere. No entanto, o TJSC considerou que estão mantidos os requisitos que decretaram a prisão preventiva dela.
Nesta segunda-feira (26) a defesa de dois acusados requereu a impugnação do pedido de aditamento (complementação) da denúncia oferecida pelo Ministério Público com argumento de que já teria decorrido a fase de instrução probatória, não sendo mais possível alterar a capitulação da denúncia sem que isso configure grave prejuízo à defesa.
Ainda nesta semana o juiz da 2ª Vara Criminal, Daniel Radünz, solicitou as alegações finais das partes, fase que antecede a sentença.
No processo, José Luiz Foquezatto, 61 anos, e Emmanuele Monique Zago dos Santos Silva, 21 anos, estão em liberdade provisória. Permanece recolhidos Juliane Aparecida Forquezatto, Mateus Dalsoto, 21 anos e Marcelinho Martins, 19 anos. Os cinco foram detidos em Capinzal no dia 7 de abril em operação conjunta das polícias Civil e Militar.
Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão em residências nas ruas Máximo Rosseti e Paulo Henrique Mulinetti, ambas no loteamento Colina, onde foram apreendias drogas e dinheiro de origem duvidosa. Quatro suspeitos foram presos através de mandado judicial e um em flagrante.
Conforme a denúncia, os suspeitos, na maioria das vezes, adquiriam drogas em Erechim/RS para vender em Capinzal. O movimento seria intenso de usuários, segundo levantamento do setor de inteligência da Polícia Militar, era intenso, principalmente à noite e de madrugada. As casas onde foram feitas as buscas são no final de rua sem saída, o que facilitava a atuação de “olheiros”. O tráfico, segundo o MP, estaria ocorrendo desde o ano passado. Várias denúncias haviam sido feitas à polícia, e com base nisso, teve início as investigações.



