O Tribunal Superior do Trabalho (TST) investiu aproximadamente R$ 10,39 milhões na compra de 30 veículos de luxo da marca Lexus, modelo ES 300H, cada um avaliado em R$ 346,5 mil. Os automóveis serão utilizados para o deslocamento dos 27 ministros da Corte em Brasília, segundo informações do portal Metrópoles.
O diretor-geral da Secretaria do Tribunal, Gustavo Caribé de Carvalho, autorizou em 25 de agosto do ano passado a ampliação do pedido inicial de 27 para 30 unidades. A compra foi realizada em uma concessionária localizada em Brasília.
Sala VIP no Aeroporto de Brasília
Paralelamente à aquisição dos carros, o TST enfrenta outra polêmica. Conforme divulgado pela Folha de S.Paulo, a Corte pretende investir mais de R$ 1,5 milhão, ao longo de dois anos, na construção de uma sala VIP exclusiva para seus ministros no Aeroporto Internacional de Brasília.
A justificativa apresentada pelo tribunal é de que o espaço visa garantir a segurança dos magistrados durante embarques e desembarques.
Reações e pedidos de suspensão
A medida provocou reações imediatas. O partido Novo e o Ministério Público de Contas protocolaram, na última sexta-feira (8), representações pedindo a suspensão imediata das obras da sala VIP.
O subprocurador-geral do Ministério Público de Contas, Lucas Furtado, afirmou que não foram apresentados estudos técnicos que comprovem risco à integridade física dos ministros.
“A utilização de recursos públicos para financiar benefícios exclusivos, como transporte privativo e acompanhamento pessoal em viagens pessoais, não parece atender ao princípio da impessoalidade”, declarou Furtado.
O Novo também solicitou ao TCU a suspensão preventiva dos contratos, a declaração de nulidade e a responsabilização dos gestores. Além disso, pediu que o órgão recomende a outros entes da administração pública evitar gastos supérfluos e imorais.
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP), uma das signatárias, criticou duramente:
“Em um momento que o país enfrenta enormes desafios econômicos, gastar mais de R$ 1,5 milhão para oferecer luxo e regalias a membros do judiciário é um privilégio desnecessário e um desrespeito com o cidadão brasileiro.”
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também se manifestou no X (antigo Twitter):
“E essa agora: ministros do TST vão ter uma sala VIP milionária no aeroporto para evitar contato com ‘pessoas inconvenientes’. Inconveniente é o povo ter que bancar a mordomia de servidor público que se acha rei. Está faltando humildade aos ministros.”



