O Diário Oficial do Governo de Santa Catarina da última quarta-feira (5) registrou a contratação de funcionários para preparação de refeições na residência oficial da vice-governadora Marilisa Bohem (PL), ao custo total de R$ 32.486,50. São dois cozinheiros, um com salário de R$ 21.411,44 em escala de trabalho de 12×36 horas, ou seja, três vezes por semana.
O segundo cozinheiro tem salário de R$ 11.071,59 por nove horas de trabalho de segunda a sexta-feira .
valores das contratações – Foto: Divulgação
Os serviços são terceirizados e na mesma publicação está registrada também a contratação de dois serventes e um zelador. Os serventes têm salário de R$ 18.599,82 cada e o zelador R$ 10.394,00.
O valor estimado para os 180 dias de contrato é de R$ 362.715,78.

O salário da vice-governadora é de R$ 25.322,25.
Contraponto
Em nota, a vice-governadora rebate os valores e explica que se trata de todo o custo mensal, pois justifica que as quantias “dizem respeito ao custo de cada posto de serviço e não de salários individuais. Os valores correspondem aos salários, aos custos de natureza previdenciária, fiscal, trabalhista e demais encargos, além dos honorários dos prestadores de serviço”.
De acordo com a vice-governadora, ainda na nota enviada, foi um um “processo de contratação emergencial por 180 dias para prestação de serviços terceirizados na residência oficial, enquanto está em andamento o processo licitatório conduzido pela Secretaria de Estado da Administração”.
A justificativa do governo é a de que “a empresa (terceirizada) anterior não estava cumprindo com o pagamento dos funcionários e não mantinha suas condições de habilitação para a prorrogação do contrato”, e que este novo contrato resultou em uma economia de 29,5% para os cofres públicos, pois houve uma diminuição de 10 postos de serviço para 05 postos de serviço, R$ 151.685,76 a menos para o período de contratação.
Toda explicação não elimina o custo e a lembrança de que quando a prestação de serviço é para o poder público os valores são maiores.



