Defesa de acusado pela morte de mulher em Ipira trabalha para que ele não vá a júri

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Ipira – A defesa de A.V.M., 40 anos, natural de Machadinho/RS, acusado pela morte de Lorimar Lutkemeier, 59 anos, trabalha para que o réu não seja submetido ao tribunal popular do júri. A defensa entende que A.V.M agiu em legítima defesa. O casal vivia junto no centro de Ipira, meio-oeste catarinense. Conforme a denúncia do Ministério Público, o réu teria asfixiado a vítima e queimado o corpo às margens da Usina Hidrelétrica Machadinho, em Piratuba, possivelmente no dia 12 de fevereiro deste ano.

Para o MP, o “homicídio foi praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino, notadamente por envolver situação de violência doméstica e familiar, com a consequente inferioridade física da vítima perante o denunciado e a sua subjugação cultural, qualificadora esta de natureza, inclusive, objetiva“. Ainda, a Promotoria de Justiça aponta a ocultação de cadáver.

Entretanto, a advogada Vanessa Gabrielli Meneghel Schmidt destaca que a defesa está providenciando a defesa prévia e juntando nomes de testemunhas para “trazer a realidade dos fatos“. Ouça:

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A tese da defesa será no sentido de que A.V.M não seja submetido a júri e, concomitantemente, o entendimento de que houve legítima defesa.

A.V.M está recolhido ao presídio regional de Joaçaba, à disposição da justiça. Ele se apresentou à polícia, confessou o crime e disse ter agido em legítima defesa. Lorimar Lutkemeier já cumpriu prisão no passado pelo homicídio do marido da época, em março de 2010, em Tangará, no meio-oeste catarinense, mas estava em liberdade condicional desde 2017. Lorimar era natural de Machadinho/RS.

O processo tramita no fórum da comarca de Capinzal.

Foto: Reprodução / Arquivo pessoal