“Diante desse quadro, teremos redução no comparecimento dos mais idosos, um aumento no desencantamento de alguns eleitores, o que poderia forjar aumento na abstenção e uma desagregação entre as candidaturas majoritárias e proporcionais, o que também pode fragilizar o processo, elevando a abstenção para a régua dos 20%.
Em 2016, a média de abstenção no Estado ficou na casa dos 13%. Em algumas cidades, o índice foi ainda maior. Em Itajaí, por exemplo, 17%. Em Camboriú, 22%.
Veja, a seguir, como foi a abstenção, em 2016, nos 10maiores colégios eleitorais do Estado:
- Balneário Camboriú: 22,68%
- Itajaí: 17,93%
- Criciúma: 15,78%
- Jaraguá do Sul: 15,48%
- Chapecó: 15,12%
- Florianópolis: 12,25%
- São José: 9,84%
- Palhoça: 9,75%
- Blumenau:9,05%
- Joinville: 8,46%
Informações do eleitorado catarinense
Santa Catarina tem 5,2 milhões de eleitores aptos a votar, um crescimento de 4,4% no eleitorado em relação a 2016, ano das últimas eleições municipais.
O número é do TRE-SC, mas eles são cautelosos ao tratar o volume de eleitores neste ano, pois, com a pandemia, a revisão do eleitorado não foi concluída e uma série de eleitores não teve o título cancelado.
Ainda assim, dentro desse universo, é possível uma série de leituras e elencar fatos curiosos. É o caso de Salto Veloso, no meio Oeste, onde 1.738 mulheres e 1.737 homens estão aptos a votar.
Outra particularidade do Estado em relação ao país é o número de eleitores registrados com nível superior completo. Enquanto no Brasil eles representam 4,5% do eleitorado, em Santa Catarina chegam a 14%.
E, enquanto no Brasil há 6,5 milhões de eleitores analfabetos – que representam 4,4% do eleitorado – em Santa Catarina, o total de analfabetos equivale a 1,5% do eleitorado.
Eleitores com mais de 100 anos
Para além do coronavírus, o TRE-SC também deve se preocupar com um grupo específico de eleitores: idosos com mais de 100 anos, um universo que chega a 1.158 eleitores aptos no Estado em 2020.
A acessibilidade também precisa ser garantida, afinal, o número de eleitores com deficiência quase duplicou de 2016 para cá: eram 13.444 na eleição passada e agora são 25.668.
Índice de abstenção
Segundo Daniel Sell, em diversos rankings do judiciário eleitoral, SC figura em 10º lugar. Ele considera este um dado relevante. “Não somos um estado tão pequeno assim”, defende Sell, que emenda: “Santa Catarina é o 10º maior colégio eleitoral do país, com seus 5,2 mil eleitores aptos a votar na eleição de 2020”.
Nas palavras do diretor geral, o TRE-SC está preparado para receber 100% do eleitorado nas urnas. Ele garante, ainda, que não foi considerada a abstenção para distribuir seções eleitorais no Estado.
“Nosso quadro de abstenção no estado gira em torno de 16% historicamente, o que a gente espera é que como se trata de uma eleição municipal, a gente não tenha tanta abstenção”, pontuou Sell.
O diretor-geral do TRE-SC também garante que os mesários estarão mais protegidos do que os balconistas dos supermercados. Engajado em fazer a eleição acontecer, Sell diz que se o nível de abstenção for alto, será um recado da população.
“Esse é um dado objetivo. Isso vai mostrar se o nosso eleitorado está querendo participar ou não. A própria abstenção é um dado que poderemos usar a favor ou contra a democracia”, diz.
A poucos dias da eleição
A eleição de 2020 define os nomes de 2.892 vereadores nos 295 municípios de Santa Catarina e seus respectivos prefeitos. O primeiro turno acontece em 15 de novembro.
Primeiramente, o eleitor vai escolher alguém para o cargo de vereador, digitando uma sequência de cinco números. Em seguida, é a vez do prefeito, que tem dois números. Nas cidades onde houver 2º turno para prefeito, os eleitores voltam às urnas no dia 29 de novembro. (ND Mais)